A história começa com um menino alemão de dois anos e meio, perfeitamente saudável, que foi hospitalizado após três dias de vómitos persistentes. Durante a intervenção cirúrgica, os médicos descobriram que uma
parte do seu intestino se tinha torcido, provocando uma obstrução e uma
infecção grave. No hospital, o menino sofreu uma paragem cardíaca que durou
mais de 25 minutos. Apesar dos esforços da equipa médica, o tempo sem
circulação sanguínea causou danos cerebrais severos, deixando-o num estado
vegetativo.
Perante um prognóstico desolador, os pais recorreram ao
banco de criopreservação onde tinham armazenado o seu sangue do cordão
umbilical. Nove semanas após o incidente, o menino recebeu uma infusão das suas
próprias células estaminais. A evolução foi surpreendente: em apenas uma
semana, ele começou a reagir a estímulos sonoros e, em dois meses, demonstrava
melhorias significativas na motricidade e cognição. Cinco meses depois, a sua
atividade cerebral apresentava sinais de normalização. Aos dois anos de acompanhamento,
o menino já conseguia caminhar com apoio, alimentar-se sozinho e interagir
melhor com o mundo à sua volta. Ao fim de 40 meses, tinha recuperado
vocabulário, capacidade de formação de frases e mobilidade independente com
apoio.
Este caso destaca o potencial das células estaminais do
cordão umbilical na recuperação de lesões cerebrais graves. Embora a
reabilitação desempenhe um papel essencial, a evidência sugere que a infusão do
sangue do cordão pode ter tido um papel determinante na recuperação do menino.
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